Como instrumentamos o nosso próprio SaaS com o CrazyLeads
Instalamos o nosso pixel dentro do nosso próprio app: identify do usuário logado, fusão de dispositivos pelo e-mail e eventos de produto na mesma timeline do marketing. O que funcionou, o que quebrou e o que aprendemos sobre rastrear um SaaS.

Todo fornecedor de ferramenta de dados diz que ela serve para SaaS. Nós resolvemos provar do jeito mais honesto que existe: instalando o nosso pixel dentro do nosso próprio app — a área logada inteira, do cadastro ao uso diário. Este texto conta o que montamos, o que quebrou no caminho e o que ficou de lição para quem quer entender o comportamento dos usuários de um SaaS.
O que um SaaS precisa que um site não precisa
Rastrear um site de vendas é medir tráfego que converge para um evento: a compra. Rastrear um SaaS é outra pergunta — quem se cadastrou, quem ativou, quem usa o quê, quem sumiu. O dado de aquisição (de que anúncio a pessoa veio) e o dado de produto (o que ela fez depois de logar) precisam morar na MESMA pessoa, senão o funil quebra exatamente na virada mais importante: anônimo → conta.
As três peças que instalamos
- 01O pixel no app inteiro — páginas públicas e área logada. Aplicação React de página única: o pixel emite pageView por rota sozinho, sem configuração.
- 02Identify na sessão logada: toda navegação autenticada informa o e-mail da conta ao pixel. A navegação anônima anterior — inclusive a visita que veio do anúncio — se funde à pessoa.
- 03Eventos de produto nos marcos que importam: cadastro concluído, projeto criado, fonte conectada, envio criado, relatório publicado. Uma linha de código por evento.
O resultado apareceu em minutos, e com uma prova que não esperávamos tão cedo: o segundo usuário identificado entrou por dois dispositivos diferentes — e a plataforma fundiu os dois na mesma pessoa pelo e-mail. A timeline dele mostra a jornada inteira: as páginas no notebook, o login no desktop, os eventos de produto. É esse o retrato que nenhuma ferramenta de sessão anônima entrega.
O que quebrou (e por que vale contar)
Usar o próprio produto expõe o que demonstração nenhuma expõe. Em um dia de dogfooding, encontramos e corrigimos três defeitos reais — um deles fazia projeto novo nascer sem o grafo de identidade, outro deixava o e-mail identificado fora da lista de leads. Nenhum aparecia para quem usava o produto no caso clássico de mídia paga; todos apareceram no primeiro dia do caso SaaS. Ferramenta que a própria empresa não usa no próprio caso de uso é ferramenta não testada nele.
A lição mais transferível: num app logado, DESLIGUE a captura automática de formulários. O formulário de "convidar membro da equipe" carrega o e-mail de outra pessoa — a captura automática gravaria essa identidade por cima da sessão de quem convidou. Identidade em SaaS entra pelo identify, não por formulário.
O que dá para responder agora
- De que canal vêm os cadastros que ATIVAM — não só os que assinam o formulário.
- Quanto tempo passa entre o primeiro anúncio visto e o primeiro projeto criado.
- Quais funcionalidades os usuários que ficam usam na primeira semana — e as que os que somem nunca tocaram.
- Tudo por SQL e artefatos publicáveis — ou perguntando em português pelo Claude, conectado via MCP.
Onde somos honestos sobre o limite
Funil de retenção com coorte semanal e análise de caminhos, uma ferramenta dedicada de product analytics ainda entrega mais pronto — nós entregamos o dado unificado, a identidade e o SQL para construir a análise. Para muitos SaaS, é a troca certa: uma instrumentação só servindo produto, marketing e ativação, em vez de três ferramentas com três verdades. Para os outros, o CrazyLeads convive bem: PostHog, Mixpanel e Amplitude estão entre os destinos de Envio.
O passo a passo do identify e dos eventos de produto está no guia de instalação do pixel, na documentação. O app que você usa no CrazyLeads está, neste momento, medindo a si mesmo com o que descrevemos aqui.