A linha do tempo do lead: do primeiro clique à compra, com todas as fontes na mesma régua
Um lead é uma sequência de acontecimentos: viu o anúncio, abriu a página, assistiu ao vídeo, preencheu o formulário, respondeu no WhatsApp, comprou, atrasou a parcela. Cada sistema guarda um pedaço. A linha do tempo é o lugar onde a sequência existe inteira — e é dela que audiência, jornada e IA leem.

Pergunte a um vendedor o que ele queria saber antes de ligar para um lead. A resposta é sempre uma história: de onde a pessoa veio, o que ela viu, se já comprou algo, se está devendo. Nenhum campo de CRM conta uma história. A linha do tempo conta.
Tecnicamente, é uma tabela só: uma linha por acontecimento, com quem (o id da pessoa), quando, o tipo do acontecimento, de que fonte ele veio e os detalhes. Parece pouco. É a peça que faz o resto do CDP funcionar, e é o que os leads centralizados produzem de mais valioso.
O que entra na régua
| Fonte | Acontecimentos | O que carregam |
|---|---|---|
| Pixel do site | Página vista, vídeo assistido, checkout aberto, formulário enviado | URL, UTMs, cookies do anúncio, o que a página sabia |
| Plataforma de pagamento | Compra aprovada, boleto gerado, reembolso, parcela atrasada, acesso ao curso | Produto, oferta, valor, status, recorrência |
| CRM (webhook) | Oportunidade criada, respondeu, conversa iniciada, ganhou, perdeu | Vendedor, etapa, produto, motivo |
| Ferramenta de e-mail | Abriu, clicou, descadastrou | Campanha, link |
| Zoom / eventos ao vivo | Inscreveu, entrou, saiu, chat | Reunião, permanência |
| Banco de dados do cliente | Status mudou (ex.: virou inadimplente) | Antes e depois de cada coluna |
A última linha merece destaque: sistemas internos guardam estado (o cliente ESTÁ inadimplente), não acontecimento. Para a linha do tempo, o que importa é a mudança — quando passou a estar. Uma fonte de banco de dados que compara duas leituras e emite "mudou" transforma estado em história.
Três regras que decidem se a régua é confiável
- 01O instante é o do acontecimento, não o da chegada. Uma compra de 2020 reprocessada hoje continua em 2020. Erramos isso uma vez e mais da metade das compras ficou com hora errada — toda audiência com janela de tempo passou a mentir.
- 02Todo acontecimento tem uma chave de deduplicação. A plataforma de pagamento reenvia a mesma venda em toda sincronização; sem chave, a linha do tempo infla e a mesma venda entra três vezes numa audiência.
- 03A pessoa é a canônica. Quando dois registros são fundidos, a história dos dois passa a ser de um — e nunca o contrário.
Linha do tempo com hora errada é pior do que nenhuma: todo cálculo com "nos últimos 7 dias" continua rodando e devolve um número plausível e falso.
Quem lê a linha do tempo
- A ficha do lead, que o vendedor abre antes de ligar.
- A audiência: "fez A, depois fez B há pelo menos 30 minutos, e desde então não fez C" é uma consulta sobre a régua — a mesma que constrói um público de carrinho abandonado.
- A jornada: o gatilho é um acontecimento, a espera é medida na régua, o cancelamento é outro acontecimento.
- O Envio para o Meta: a compra que sai pelo CAPI leva a atribuição porque o clique no anúncio está na mesma régua.
- A IA, via conector: acompanhar vendas perguntando é consultar a régua com outro vocabulário.
Como ela aparece na tela
A ficha mostra a régua de cima para baixo, com um ícone por fonte e um resumo por linha: "Comprou Mentoria — R$ 2.492 — PIX" em vez de um JSON. Cada linha abre para mostrar o detalhe: no evento do banco de dados, quais colunas mudaram e de que valor para qual; na compra, a oferta, o parcelamento e o campo de rastreio. Um evento que aparece cru, com o nome técnico e sem fonte, é sinal de que a tela ficou para trás do dado — e é um defeito de produto, não de dado.
No CrazyLeads toda fonte escreve na mesma linha do tempo pelo mesmo resolvedor de identidade, o instante é o do acontecimento, a chave de deduplicação é obrigatória, e a ficha do lead, as audiências, as jornadas e o conector MCP leem dela.