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Mídia paga26 de agosto de 2026 · 10 min de leitura

Um evento, vários destinos: o que muda de plataforma para plataforma

Mandar a mesma conversão para cinco plataformas parece copiar e colar. Não é: cada uma tem regra própria de hash, formato de identidade e nome de evento — e uma delas faz o contrário de todas as outras.


Depois de resolver o envio pelo servidor para o Meta, a pergunta natural é mandar o mesmo evento para as outras plataformas. Parece um trabalho de copiar e colar com outra URL. Não é — e as diferenças não são cosméticas.

O que segue é o mapa das divergências que realmente quebram integração, levantado implementando os destinos um a um.

O que hashear, e o que não

A regra da família do Meta é conhecida: identidade vai em sha256, nunca em texto puro. É natural assumir que vale para todo mundo. Não vale, em dois sentidos opostos.

PlataformaIdentidadeA pegadinha
Meta, TikTok, Snapchat, Pinterestsha256Cada uma hasheia um conjunto diferente de campos
Redditsha256, inclusive IP e user agentÉ o inverso da família Meta, que manda os dois em claro
Microsoft Adssha256, com normalização própriaRemove pontos e apelidos do e-mail antes do hash
Klaviyo, HubSpot, Customer.ioTexto puroHashear quebra a integração: o e-mail é o produto ali

A última linha costuma surpreender. Ferramenta de marketing não é plataforma de anúncio: ela precisa do e-mail legível para enviar a mensagem. Hash é regra de leilão de anúncio, não de comunicação.

Não existe uma regra de hash universal. Existe uma regra por destino, e ela precisa estar declarada no destino — não escondida no código que monta o envio.

O nome do evento não viaja igual

Compra é Purchase no Meta, e em outras plataformas o mesmo conceito tem outro nome ou outra forma. O Pinterest espera nomes em minúsculas e chama a compra de checkout. O LinkedIn não trabalha com nome de evento: você referencia um identificador de conversão criado na conta. O TikTok convive com dois formatos de API diferentes, um deles herdado.

O erro clássico aqui é silencioso: mandar um nome que a plataforma não conhece costuma ser aceito como evento personalizado. Nada falha, e a conversão simplesmente não aparece onde você espera.

O formato da identidade

Depois do nome vem a forma. O Pinterest espera os campos de identidade em listas, mesmo quando há um valor só. O LinkedIn espera identificadores tipados, com o tipo declarado ao lado do valor, e o tempo em milissegundos em vez de segundos.

E há uma diferença de comportamento que muda a conta: o LinkedIn descarta o evento que chega sem identidade nenhuma. No Meta, esse evento é aceito e simplesmente não pareia. Nas duas situações você não ganha atribuição, mas só numa delas você fica sabendo.

O que fazer com isso

A conclusão prática não é evitar destinos. É separar duas coisas que costumam vir grudadas: a montagem do evento e as regras do destino.

  • O evento é montado uma vez, com a identidade completa e os campos de negócio.
  • Cada destino declara o que aceita, o que hasheia e como nomeia — e o envio aplica essa declaração.
  • Nome de evento novo passa por uma lista conhecida, para não virar evento personalizado por acidente.
  • Destino que descarta evento sem identidade precisa reportar o descarte, não engoli-lo.

Quando essas quatro coisas estão no lugar, acrescentar um destino é preencher uma declaração. Quando não estão, cada destino novo é uma integração do zero — e cada uma envelhece sozinha.

No CrazyLeads cada destino declara o próprio contrato: o payload aceito e a regra de hash por nome de campo. O envio é comum, e é por isso que hoje são mais de vinte destinos server-side com a mesma máquina por baixo.

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