Varejo e e-commerce: as seis perguntas de toda manhã
Uma rotina curta de seis perguntas que cabe entre abrir a loja e o primeiro cliente. O que cada uma revela, o erro de leitura mais comum em cada uma e o que fazer com a resposta.

Varejo é um negócio de repetição diária, e por isso ele se beneficia mais de uma rotina curta que de um relatório grande. As seis perguntas abaixo levam menos de cinco minutos com o assistente conectado e cobrem quase tudo que muda uma decisão no dia.
As seis
- 01Quanto vendemos ontem, comparado com a média dos últimos sete dias e com o mesmo dia da semana passada. Dia da semana importa mais que valor absoluto no varejo.
- 02Qual produto puxou e qual travou. Não o ranking geral, que muda pouco: a variação contra a média do próprio produto.
- 03De onde vieram as vendas de ontem. Anúncio, busca, indicação, recorrência — e quanto custou cada uma.
- 04Quantos clientes eram novos e quantos já tinham comprado. Número de venda cresce por dois motivos muito diferentes.
- 05Quem abandonou o carrinho ou saiu do checkout e ainda não voltou. Esse grupo tem prazo de validade curto.
- 06O que caiu fora da faixa. Qualquer número que fugiu do esperado, sem precisar dizer qual.
A pergunta 6 é a que mais paga. Ela é a única que descobre o problema que você não estava procurando.
Os erros de leitura mais comuns
| O que se vê | Leitura apressada | O que costuma ser |
|---|---|---|
| Venda subiu 20% | A campanha nova funcionou | Entrou recorrência ou renovação no mesmo balde |
| Custo por venda caiu | A mídia melhorou | Vendeu mais para quem já era cliente, que custa menos |
| Um canal sumiu do relatório | O canal parou de vender | A fonte parou de ingerir e ninguém foi avisado |
| Ticket médio caiu | Cliente está gastando menos | Promoção de item barato mudou o mix, não o comportamento |
A terceira linha merece atenção especial: fonte parada é o único erro que não aparece como número ruim, e sim como número ausente. Perguntar "todas as fontes trouxeram dado ontem?" uma vez por dia evita analisar um mês inteiro em cima de um buraco.
Da resposta para a ação
Três das seis perguntas terminam naturalmente em ação no mesmo dia: quem abandonou o carrinho vira público de remarketing, produto travado vira ajuste de vitrine ou de verba, e canal caro vira corte. As outras três são leitura de contexto — igualmente necessárias, só não urgentes.
O ganho de ter isso num assistente conectado não é a resposta em si, é a sequência: da pergunta ao público criado sem trocar de ferramenta e sem pedir para outra pessoa.